Fatores de Risco
As causas da gaguez são multifatoriais, incluindo fatores genéticos e neurofisiológicos. Ainda assim, fatores ambientais e exigências da fala podem causar as disfluências e podem influenciar as reações internas negativas de uma pessoa em relação à gaguez. Os fatores ambientais incluem dinâmicas familiares, um estilo de vida acelerado, stress e ansiedade.
A capacidade de lidar com as disfluências pode ser afetada por um temperamento e emoções sensíveis, sendo estes traços frequentemente associados à gaguez persistente em crianças pequenas.
Histórico Familiar
Há evidência de que 50% das crianças que gaguejam têm membros com gaguez na família, aumentando assim o risco de uma gaguez persistente.
Idade de Início
Crianças que começam a gaguejar a partir dos 3 anos e meio têm maior probabilidade de ter uma gaguez persistente.
Duração
Crianças que gaguejam num tempo de duração superior a 6 meses desde o início ou sem melhoria ao longo de vários meses têm mais chance de ter apresentar uma gaguez persistente
Género
Crianças do sexo masculino têm maior probabilidade de desenvolver gaguez persistente do que crianças do sexo feminino

Relembramos...
A gaguez NÃO tem cura e não pode ser totalmente prevenida, mas uma intervenção eficaz e precoce pode reduzir significativamente os seus efeitos, e, em muitos casos, evitar que se torne persistente. Mas mesmo que se torne persistente, é importante ajudar a criança/jovem a comunicar de forma mais fluente e funcional, promovendo a sua participação.
Referências:
ASHA’s Childhood Fluency Disorders Practice Portal (2014) Stuttering Cluttering, and Fluency
Lima, S. M. E. D. (2009). Gaguez: estudo de caso [Monografia de licenciatura não publicada]. Universidade Fernando Pessoa.
Stuttering Foundation. (s.d.). Risk factors.
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